A Bahia é o estado do Nordeste com mais candidatos LGBT+ e o quinto do Brasil, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dos mais de 20 mil postulantes contabilizados no país até o momento, 408 pessoas se autodeclararam como gays, lésbicas, bissexuais, assexuais ou pansexuais.
Há ainda outras 9.272 candidaturas sem identificação oficial após serem colocadas como “optou por não divulgar”.
Nas eleições de 2022, o tribunal não coletou oficialmente dados sobre a orientação sexual dos candidatos no sistema de registro de candidaturas. Esse levantamento foi feito por organizações independentes, como o Instituto Plena Cidadania, que identificou uma mudança expressiva: “se em 2022 havia uma candidatura LGBT+ para cada 90 candidaturas, em 2026 a proporção passou para uma a cada 40”.
Segundo Gui Mohallem, da diretoria executiva do Instituto Plena Cidadania, “ser LGBT na política deixou de ser um suicídio eleitoral, uma vulnerabilidade eleitoral, como era em 2014 para virar uma potência eleitoral”. Ele aponta ainda que “em 2024, uma em cada quatro cidades tinha LGBT concorrendo”, reflexos de uma “naturalização desse fenômeno da ocupação LGBT na política”.
Na Bahia, quarto estado com mais concorrentes a um cargo público no país, foram contabilizados 23 candidatos LGBT+ (todos para os cargos de deputados estadual e federal). Heterossexuais contabilizam 866 candidaturas, enquanto outros 317 optaram pela não divulgação.
A lista tem São Paulo (51), Minas Gerais (31) e Distrito Federal (29), seguidos por Rio de Janeiro/Santa Catarina (24) e Ceará (22). O Amapá é o único estado brasileiro sem nenhum candidato autodeclarado LGBT+.